segunda-feira, 23 de abril de 2018

A INSPEÇÃO

Tenho a profunda convicção que as dificuldades nos ensinam e nos fazem crescer. 
Defendo, sempre, que as boas vivências nos fazem mais felizes, que nos tornam melhores pessoas, que nos amaciam a alma mas, repito, acho  que as dificuldades também nos ensinam. 
Contudo, quando as experiências são ocas e apenas se fazem de mágoa e revolta, a gente - EU - nem aprendo nada, nem desenvolvo competência nenhuma. Quando isso acontece, e acontece mais vezes do que eu desejaria, cresce em mim bolor na consciência, cardos na inteligência...
Ora, há pouco mais de oito dias, passei por mais uma provação/humilhação/agressão. Vivi, na primeira pessoa, uma inspeção do IGEC (acho que se chama inspeção geral de educação e ciência). Só o nome... inspeção! Imaginei-me logo de calças na mão, eles de lupa, buscando as minhas (tantas) imperfeições. 
E foi, metaforicamente, o que aconteceu: - Pediram documentos, interrogaram como se a PIDE tivesse voltado -  (tom ameaçador, cortar de palavra, sorriso trocista) -, e concluiram o que, antes mesmo de chegarem à escola, já tinham decidido concluir: - Estava tudo (ou quase) mal feito!
Eu gostava de compreender, honestamente gostava mesmo!, qual o benefício deste tipo de ação sobre a escola. Gostava de compreender em que medida estas inspeções, insisto que para mim agressivas, contribuem para o sucesso dos alunos e para a melhoria do desempenho das escolas! 
Obviamente, não foi a primeira vez que passei por uma destas inspeções mas, ou seja porque são tão inócuas que as esqueci, ou seja porque o meu cérebro decidiu eliminar essa experiência, não me lembro de me ter sentido tão maltratada.
Pior que tudo o que passei, é que não serviu esta experiência para a tal aprendizagem da vida...

3 comentários:

  1. ???!!!
    Foi mais gente brindada com essa visita ou só foi a Luísa?
    Dá para responder?

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    1. Foi na minha escola, mas devem ir a outras mostrar que fazemos tudo mal...

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  2. Fico surpreendido com com esta abordagem, a ideia que tinha, do pouco que acompanhei a escola é a de que até estava a ser "pioneira" em alguns procedimentos, novas formas de ver e ensinar e avaliar a aprendizagem, ou seja o "Ser escola". Daquilo que nos foi transmitido é que a escola até estava ou iria "ensinar" outras escola. Parece-me que os mesmos Senhores(as) que antes achavam que seria esse o caminho, chegam agora à conclusão que está tudo errado. Já não percebo nada disto...também gostava de compreender ou será que percebi tudo ao contrário? confunso

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