domingo, 13 de maio de 2018

UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIO

Não tenho nada contra as pessoas que ganham dinheiro. 
Acho, sinceramente, que cada vez faz mais falta ter dinheiro, que a vida é cada vez mais exigente (também) economicamente e,por isso, mas também porque a liberdade individual e a livre iniciativa são valores que valorizo, compreendo e louvo quem consegue, com o seu trabalho e esforço, ganhar mais. 
No entanto, creio que devia haver justiça, equidade, no pagamento de trabalho em todo o lado mas, fundamentalmente, em profissões pagas pelo estado. Ou seja, que um privado decida pagar mais a este ou aquele, porque gosta mais ou acha mais interessante, enfim. Mas que o estado discrimine, através do salário de idênticas funções, os seus funcionários, revolta-me.
É tudo uma questão de princípio! 
E, todos os anos, eu volto ao mesmo tema: - Porque é que os professores que durante cerca de tês meses trabalham nos Agrupamentos de Exames hão-de ter remunerações extras?! 
É trabalho em excesso? Não, porque são isentos das outras tarefas de docência; não têm férias? Não, porque têm autorização para as gozar mais tarde; É um trabalho de responsabilidade? Sim, mas haverá responsabilidade maior do que a cada 50 minutos receber trinta jovens, diferentes até deles mesmos às vezes, para os ajudar a crescer?! 
Acresce que os professores dos Agrupamentos são sempre os mesmos. O responsável é nomeado. Quais os critérios? Desconheço. Mas é nomeado e chama para junto de si os amigos. Faz-me todo o sentido! Obviamente, só um tolo escolheria para trabalhar em equipa aqueles de quem não gosta!
Mais uma vez, é o princípio em si que está errado. Os professores dos Agrupamentos de Exames devem sofrer com isto, porque os outros os criticam; e os outros, irritam-se e protestam, porque não compreendem a lógica da coisa.
Nunca percebi, e continuo sem perceber, por que razão o IAVE funciona como um Instituto à margem do ME. Nunca compreendi por que razão corrigir exames (tarefa ingrata, morosa e complexa) não é paga e depois, sem razão explicada (porque eu quero acreditar que a razão existe nalguma cabeça das que mandam), se paga (muito) aos elementos dos Agrupamentos.
Eu juro que não tenho NADA contra os colegas dos Agrupamentos de Exame, mas tenho alguma coisa GRANDE contra algumas práticas que, a meus olhos, surgem feitas de arbitrariedades e injustiças!

2 comentários:

  1. Luísa porque é que não tira as suas dúvidas com quem de direito? Não a imaginei capaz de viver com dúvidas não esclarecidas.
    Creio que tanto o JNE na sua estrutura regional (não falo do agrupamento do JNE de Portalegre) como a estrutura central teriam todo o gosto em a esclarecer. Disponha.

    ResponderEliminar
  2. Ana, como digo no texto, não é o Agrupamento que me causa dúvidas. Sempre trabalhei com o Agrupamento de Portalegre e só posso tecer elogios. O que contesto é a pompa dada aos exames que, na minha perspectiva de educação, contraria tudo! Mas obrigada pela sua resposta. Beijinhos

    ResponderEliminar