segunda-feira, 4 de maio de 2015

FOR ME!!

HERE FOR YOU

If you need a hug
and a cup of tea,
you can count on me.
I'll be there
to help you through
whenever you need me to.
Please remember
no matter what -
I'll always be here for you.

Estava hoje, na minha caixa de correio, um cartão a dar sentido à minha existência. Ser Mãe também é receber cartões...

domingo, 3 de maio de 2015

DIA DA MÃE

Ser Mãe... é ser mulher. 
É passar noites em branco, é enxugar lágrimas, é ter coragem para provocar lágrimas. 
É estar sempre em alerta máximo, mesmo parecendo que está só a relaxar na praia. 
É AMAR sem condições, sem porquê, sem fim, só porque sim. 
É viver no permanente desassossego! 
É ser uma muralha, olhando a rapidez dos foguetes de crescer...
É desejar ser omnipotente e omnipresente. 
É ser cega ao passar do Tempo e ter sempre crianças, mesmo quando há netos. 
Ser Mãe é existir para os outros, antes de existir para si. 
É dar sentido à existência, afinal! 
É um privilégio da condição feminina!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

TEATRO

Gosto muito de Teatro! Gosto da magia da criação, da força das palavras, da intensidade dos silêncios, do palco, das luzes, da música, da porta enorme que sempre se me abre para um mundo novo. Como professora de português, tenho muita pena que, na Escola portuguesa, não exista espaço para a expressão dramática e, por isso, sempre que arranjo um pretexto (e arranjo muitas vezes), lá desafio os alunos a teatrarem... 
Este ano, Gil Vicente deu-me uma ajuda  e os meus alunos de 9º ano escreveram um fabuloso, e actual, Auto do balão celestial. Nem mais! Os maus, pecadores, embarcam atrás do demónio, mas os bons, se os houver, entram no balão azul que os levará ao céu...
O professor de educação visual ajudou a construir os cenários, que ficaram lindos!
Hoje, foi o ensaio geral. Como todos os ensaios gerais, correu mal. 
Mas amanhã será a estreia e, espero eu, vai correr bem! 


terça-feira, 28 de abril de 2015

AS PESSOAS

Que o ser humano é estranho, complexo e surpreendente, não é novidade. O que é novidade, para mim, é a capacidade infindável que o Homem tem de reinventar o mal, de espalhar a infelicidade, de estilhaçar os sonhos! Pode não ser um animal selvagem, mas animal é de certeza...

domingo, 26 de abril de 2015

MORTE

À medida que o tempo passa, e os anos se escoam, vamos, eu vou, convivendo com mais frequência com a Morte. O tempo em que "eu era feliz e ninguém estava morto" faz parte de uma memória cada vez mais longínqua e, agora, começo a achar que o meu carregamento de mortos tem um peso considerável. 
Os mortos queridos, aqueles que eu precisava que continuassem vivos, são, para mim, buracos - crateras - na minha existência. Nada há que disfarce a agressão, nada há que suprima a perda. Essas crateras, contudo, estão forradas de memórias que, com a distância, se vão suavizando e até embelezando. 
Há também mortos que não me fazem falta. Mortos de quem não sinto saudade, que me fizeram mal e que, por isso, tento não recordar... 
Há, ainda, os mortos-vivos. Aqueles que me abandonaram, que seguiram sem mim, que lembro, mas perdi, algures, numa esquina da vida. A esses queria ressuscitar nos meus afectos!
Um dia, também eu vou ser morta. Não vou estar morta, porque os mortos não estão, mas vou ser morta. E, quando isso acontecer, eu desejo que, pelo menos para alguns que me são queridos, eu me torne no tal musgo macio que enche de conforto a cratera da ausência.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

SORRISO

A minha cidade, fazendo companhia à minha vida, está envolta em nuvens cinzentas. Do céu caem lágrimas certinhas, frias e constantes. 
Fiz um café forte, bem forte, e fico agora, em paz, ouvindo o meu coração entristecido. Para me animar, fui colher flores ao meu quintal. Coloquei-as na taça de estanho, bem no meio da minha velha camilha de trabalho. Olho-as e, de repente, dou comigo a sorrir. Há coisas bem mais importantes do que a frieza de algumas existências!!

domingo, 19 de abril de 2015

ESPIGAS

Pegávamos na base da espiga, fazíamos correr a mão com os dedos unidos e lançávamos o punhado retirado ao frágil pé às costas das amigas. Depois, elas davam três saltos, mesmo desconhecendo o que o Dicionário de Símbolos diz sobre o número três, e nós contávamos quantos picos, assim lhes chamávamos, tinham ficado agarrados à blusa. O resultado seria, acreditávamos, o número de filhos que um dia teríamos ou, dependendo do humor do dia, a quantidade de namorados que ainda iríamos encontrar. Nesta altura do ano, com os campos lindos e cheios de flores, há destas espigas por todo o lado. Hoje, no meu passeio de bicicleta, lembrei-me das brincadeiras de menina e não resisti a, sozinha, repetir o jogo. Não é que ficaram duas espigas na minha t-shirt??