O meu neto mais pequenino, aquele bebé que me tirou o sono na hora de nascer, aquela bolinha que nasceu no Norte, já faz 4 anos! Hoje, é um rapazinho decidido, impõe a sua razão, é corajoso e terno. O meu neto António é o último dos bebés da minha existência. E eu olho este rapaz com receio do futuro, e confiança na força que lhe adivinho. Daqui a pouco, vou abraçá-lo, cantar os parabéns e vê-lo delirar com uma caixa de 10 hot wheels. É tão bom quando os carrinhos fazem a felicidade plena!!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
PASSADO E FUTURO
Roma. Hei-de voltar!
domingo, 24 de fevereiro de 2019
Roma
Viajar é, sempre, a melhor forma de ser livre, a melhor forma de aprender. Ofereci-me, de aniversário antecipado, uns dias em Roma e, de facto, sinto-me realizada e feliz. Vivi a história, mas vivi o presente. Caminhei por todo o lado, espantando-me com as fontes, as praças e pracinhas, as mil igrejas, o excesso de luxo do Vaticano a par com a mendicidade que enche as ruas...

Aprendi que a felicidade tem de estar, em primeiro lugar, dentro de nós mesmos. É um lugar estranho que tem de nos encontrar em paz. Em Roma, encontrei a minha paz. Há pouca coisa que valha, de facto, grandes dores porque, afinal, tudo passa num sopro da história.

O meu aniversário, quase a chegar, nesse dia estranho que nem sempre existe, será vivido no mimo dos netos mas, antes, Roma, cidade de ruas estreitas e praça, de Arte e de fontes, ajudou-me a iniciar um novo ciclo. Obrigada Roma!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
O ABRAÇO
Tenho pensado que o abraço é mesmo a forma mais eficaz de reduzir a diferença entre duas pessoas. Acho mesmo que o abraço devia ser o único nó, o único aperto, pelo qual temos de passar.
Mas, ultimamente, tenho encontrado poucos abraços e muita distância. Distância de um mundo que não me envolve, que faz distanciar-me, que me agride. Acabei de ver que em França as escolas se propõem substituir a designação de mãe e pai, para responsável 1 e responsável 2.
ABSURDO! Estamos a desumanizar, mais ainda, um mundo que se faz de politicamente correctos e essencialmente incorrectos.
Não percebo a loucura em que vivemos, o que parece ser medo da proximidade e da humanização de comportamentos! Acredito, ou quero acreditar, que o desenvolvimento das tecnologias nos deixará mais tempo para as PESSOAS... Começo a ter dúvidas. Não confio nos dirigentes deste momento histórico caracterizado pela obediência ao culto da aparência.
Responsável 1 e responsável 2?? Ou responsável 1+1, para não haver hierarquias nem marginalização??
IDIOTICE perfeita!
Idiotice que só um forte abraço conseguia agora fazer-me ignorar.
6 ANOS
A minha neta Constança faz seis anos. Já lhe caíram dois dentes, já sabe escrever o nome, adora ser pirosa (brilhantes e folhos são com ela), delicia-se com histórias e dá os melhores abraços da minha existência. A minha neta faz anos longe, mas eu sei que está feliz. Porque é bom ter seis anos, acreditar nas fadas e no poder do faz de conta, adormecer embalada no mimo dos pais e saber de cor o número do telemóvel da avó para pedir coisas boas.
Adoro a Constança. Aliás, os meus netos são o sentido da minha actual existência. Longe, penso nos seis anos felizes desejando que nunca, seja qual for a idade, a minha Constança deixe de ser a menina sonhadora e feliz que, agora, me abraça dizendo que gosta muito de mim!
PARABÉNS Constança! Gosto muito de ti, minha querida.
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Chão
Quando o tempo está fresco, gosto de,
Quando eu andava no liceu, em que tempo foi isso? , subia e descia a mesma rua, agora silenciosa, para não perder tempo no autocarro. Então, o futuro era só o momento. O beijo às escondidas, o abraço ousado, as conversas com as amigas.
Que tempo foi esse? Onde está esse tempo do qual sinto tanta falta?
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Arrumações
O tempo passa e, sem darmos por isso, vamos acumulando muita coisa: - livros, cartas, roupas, tachos, tigelas e montanhas de fotografias. Hoje, tirei a manhã para tentar arrumar - tentar, porque no fim fica tudo igual e eu com a alma em farrapos-, e descobri memórias de outros tempos. Dos tempos em que, como dizia Álvaro de Campos "(...) festejavam o dia dos meus anos e ninguém estava morto". Esbarrei com a minha
avó, com a minha mãe e eu, passeando por Lisboa, encontrei o meu Pai jovem e com o olhar cheio de esperança. São tantas memórias...
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