domingo, 12 de janeiro de 2014

RESSURREIÇÃO

O meu blog ressuscitou. Assim, como que por magia, sem que eu fizesse mais do que olhar, desesperada, para a sua morte súbita! Ressuscitou e trouxe um vento bom a este domingo húmido, triste e sozinho, que inicia uma semana cheia de trabalho. Como já tenho blog, e antes que ele desapareça de novo, vim logo aproveitar para partilhar o que vi, e ouvi, durante o 25º Congresso do CDS. Já não vou a Congressos destes, confesso que com muita pena, há muito tempo. Mas ainda sinto viva a memória daqueles onde participei. Desta vez, vi na SIC notícias, bem instalada à lareira, com a casa a cheirar a bolo de noz que resolvi fazer. E vi mais do mesmo. Vi os aliados de Paulo Portas a jogarem no lado certo, a defenderem o leader, a provarem a sua lealdade e, quero crer, a sua convicção de ser este o homem para conduzir o país. Mas vi, também, alguma coragem e ousadia da parte de Filipe Anacoreta Correia e de Luís Nobre Guedes. Gostei de ver que houve espaço para contra-argumentar, que foi possível propor outra linha e que, num partido democrata, não é obrigatório seguir sem criticar. Creio que Paulo Portas, como todos (ou quase) os que passam, ou passaram, por um qualquer governo português (Vitor Gaspar, Durão Barroso, António Guterres, etc) encontrará um lugar mais bem remunerado e de prestígio quando sair do governo. Mas, neste momento, concordo que deve concluir a legislatura e ser, nas urnas, julgado pelo seu desempenho. No entanto, gostei da moção de Anacoreta Correia e, sinceramente, lamento a intervenção, verbalmente agressiva, de alguns dos seguidores de Portas. Era desnecessário!
Este Congresso foi, para mim, mais um momento para pensar que muito há a fazer, ainda, em nome da Democracia e do respeito por aqueles que ousam pensar diferente...
O meu blog ressuscitou mas, por antinomia, a democracia portuguesa continua moribunda!

sábado, 11 de janeiro de 2014

TERMO

Não consigo recuperar o meu blog. Paciência, morre aqui. Talvez, um dia, o "bug", ou vírus, ou pirataria, ou lá o que for, desapareça e eu possa voltar. Agora, vou escrever para outro lado...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

JULGAR

Muitas vezes, junto dos meus alunos, sou confrontada com o vício de julgar. Em cada um de nós, e estranhamente nos mais miúdos também, parece viver um juíz adormecido de vara erguida pronta a julgar e, frequentemente, condenar. Cada um tem a sua razão, a sua verdade, a sua consciência que, estranhamente, se sobrepõe às razões ou circunstâncias alheias. Tento, sempre, deixar adormecido o meu juíz, ouvir e aceitar... Mas, às vezes, é difícil! Muito difícil! Porque os julgamentos alheios nos ferem, nos destroem sem razão. Seria tão mais fácil se conseguissemos ouvir, aceitar, e não condenar! Afinal, que sentido faz falar em liberdade, em igualdade e justiça, se todos queremos impor a nossa certeza?!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Esclarecimentos

O meu blog está esquisito. Não consigo visualizar os seguidores, alguns amigos estranham não poder aceder aos comentários. Os meus conhecimentos de informática são escassos, não faço ideia do que aconteceu, nem imaginava que seria possível, eventualmente, alguém de fora, um intruso informático, fazer isto. Aliás, eu nem sei se fui atacada por piratas, se apenas o google está com problemas... No entanto, quero esclarecer que sou alheia ao que está a acontecer. Tenho pena que não haja comentários, mas não vou deixar de  escrever sempre que me apeteça fazê-lo!

Más Pessoas

Rousseau defendia que as pessoas nascem boas, e a sociedade as corrompe. Lembro-me de estudar estas teorias quando, no liceu, tinha aulas de filosofia. Oiço ainda, vivas na minha memória, as explicações da doutora Celeste (que saudades dela!). 
Agora, perante muitas circunstâncias da vida, face a maldadezinhas requintadas e terríveis com que me tenho cruzado, concluo que Rousseau estava enganado. Há pessoas más, sim! 
Há pessoas que nascem azedas, com mau fundo, centrando a sua existência no ataque e na destruição dos outros. São pessoas que nada conseguem criar, construir. Pessoas que semeiam destruição. Se a sociedade, e a educação, influenciam? Sem dúvida que sim! É por isso que a Escola é tão importante, ou é também por isso... A Escola devia olhar os indivíduos de forma singular e trabalhar, seriamente, a sua formação social. Se o mundo, hoje, como ontem e sempre, vê grassar o ódio e a maldade, é porque há pessoas más. Estúpidas também, porque não conseguem ver para lá do seu nariz, mas, quanto à estupidez natural, pouco pode a educação...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

OSSOS

Às vezes, o tempo fica curto, o dia escurece e a realidade dói que se farta. E doem as certezas alheias, os conselhos vazios, as seguranças que se fazem de espuma que, porque o são, não seguram nada, não resolvem, nem amparam, nenhuma existência concreta. Se há conselhos que me irritam, e há!, são os que me vêm feitos de sugestões de calma. Como se o tempo tivesse calma, como se Chronos se não devorasse continuamente. Por isso, fecho os ouvidos às verdades alheias e recupero as minhas experiências de felicidade, vividas ou sonhadas, sempre desfrutando, com voracidade e sem calma, as coisas de estar bem. E recupero aquele restaurante terno, paredes grossas, onde as nossas mãos se tocam ao sabor do porto envelhecido. Lembro aquele dia de Novembro, sem nenhum Outono, quando os carreirinhos de chuva na vidraça nos conduziam no jogo de construir futuros. Aquela era a minha linha, com curvas e contra curvas, parando para logo arrancar com nova velocidade; a outra era a tua, a cruzar a minha, firme e direitinha, fazendo círculos apenas nas minhas paragens súbitas. Pediamos as costeletas de cordeiro com alecrim, lembras-te? E tu brincavas com a minha incapacidade de trincar os ossos. Nunca percebias como eu estava cansada dos ossos da vida...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

LINGUAGEN(S)

Estou a ficar velha. Paciência, resta-me aceitar a passagem do tempo. Custa, claro, mas tenho de aceitar que há coisas, neste mundo, que já não consigo, nem quero, compreender. Ora vem isto a propósito da travessia dos corredores da escola. Nem mais. Poderia ser uma caminhada tranquila, um regresso habitual ao trabalho, mas não o foi. No meu caminho encontrei um casal de namorados, muito apaixonado. So far, so good... O que me incomodou e me fez sentir anquilosada foi o excerto de conversa que tive de ouvir. Tratavam-se de estúpida e anormal, ofereciam-se palavrões entre dois beijos. Fiquei com o diálogo a martelar-me na cabeça. Será esta a linguagem do futuro? Do presente, já é...