terça-feira, 5 de outubro de 2010

Triste República


Foi um dia em cheio. Dia de discursos, de representações, de espectáculos, de esperança e, creio, de alguma alegria no quotidiano entristecido.
Lisboa encheu-se de cor, de música, de gente e de sol. O Tejo, polvihado de velas, era o tapete azul original, a esteira de um sonho de outrora, de um Império perdido, de um país dolorosamente adiado.
Eu sou republicana. Ou era... É que, ultimamente, começo a repensar as minhas convicções. Olhando a Europa, vejo grandes monarquias que me causam alguma inveja. Viverão pior os suecos, os dinamarqueses, os ingleses, os belgas, os noruegueses, e tantos outros, todos governados por monarquias, do que nós na nossa República miserável e triste? Duvido... Se, sem dúvida, me soube bem ouvir o hino, lembrar a história do tempo em que por ideais se morria, por outro lado, em mim, ficou um buraco negro cheio de dúvidas, de descrença, de desesperança.
Mais do que festejar um regime em crise, creio, seria importante pensar o futuro. Validar a vontade, e o sentido, de se ser Português.
Às vezes, canso-me deste eterno labirinto de saudade...

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