Hoje, movida por uma espécie de sentimento de culpa, será correcta esta minha fuga?, decidi-me passar os olhos pela actualidade. Ficou-me uma dúvida: - Vivemos num mundo humano, ou apenas num infinito de estupidez animal (sem ofensa para os bichos)? Muito mais grave do que a história de Salgado, é o crime do Médio Oriente onde, diariamente, morrem e sofrem crianças inocentes. Onde estão as organizações internacionais, onde está a ONU? Como podemos continuar a fingir que somos civilizados enquanto morrem crianças e inocentes?
Olho o mundo que integro e não compreendo. Porque é que não conseguimos dar razão à essência que nos faz considerarmo-nos humanos? Porque fazemos guerras até de coisas pequenas, porque esticamos ausências, porque invertemos prioridades, porque insistimos em praticar o ódio e a agressão?
Acho que vou assumir a minha cobardia e continuar a ignorar o mundo que integro. Prefiro a minha solidão silenciosa, sempre que a alternativa é ódio e raiva!
Há uns anos a esta parte, quando não levávamos a trás de nós um portátil ou um iPad era fácil fazer uma pausa na informação. Por experiência passada sei que notícias da Pátria não corríamos o risco de ler, fossem elas boas ou más. Quer os jornais, quer as televisões nunca perdiam tempo connosco...
ResponderEliminarHoje, se alguma vez pusemos como ecrã de abertura a página de um jornal, aí vêm elas (as notícias) em catadupa para não deixar descansar o espírito de quem goza merecidas férias.
Talvez a minha filha tenha razão e tenha proscrito de férias o computador e tenha imposto horas ao telemóvel para este receber notícias!
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Dalma, acho que a P tem TODA a razão. Se não nos protegermos das notícias, e do mundo, não conseguimos férias nem paz.
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