quarta-feira, 7 de agosto de 2013

FRONTEIRA


Quando a UE, então CEE, aboliu as fronteiras entre os países membros, tive imensas dúvidas sobre as vantagens de tal decisão. Claro que é agora muito mais fácil ir a Badajoz, mas também é mais fácil deixar que a droga, os terroristas e afins ,entrem em Portugal. Mas não adianta reclamar sobre o leite derramado, as fronteiras foram abolidas e paciência. Eu hoje, só mesmo por antinomia, fui atacada por um imenso desejo de levantar fronteiras. Fronteiras à volta de cada um, ou pelo menos à volta de mim, de modo a ficar esquecida do linguajar alheio. Devia haver uma forma de evitar que as pessoas se metessem nas vidas umas das outras, comentassem e opinassem sobre o que não sabem, ou sobre aquilo que não lhes diz respeito! E devia, também, haver forma de limitar o "eu", de o barrar à invasão alheia que se faz, tantas e tantas vezes, de conselhos desajustados, de julgamentos ingratos e cruéis. Eu queria poder ser parte do todo sendo só eu. Eu! Ficam-me curtos os conselhos alheios, ferem-me de morte as sentenças dos outros. Queria ser uma rocha, forte, capaz de deixar que as marés sociais me passassem à volta sem fazer dano, sem deixarem crateras no meu ser...

9 comentários:

  1. A senhora tem sido uma rocha! Tem muita gente que a "comenta" mas IMENSA gente que a admira. Eu sou um desses!

    Fernando

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  2. Mas o que seria dos pobres de espírito sem as vidas alheias?!

    Ana

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    1. Seriam, com certeza, ainda mais pobres...

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  3. Olá...
    Qualquer individuo que venha aqui para criticá-la, desde que, não seja uma simples troca de ideia política, assunto do foro universal, algum parecer sobre "ensino", enfim, uma crítica dentro de parâmetros sociais, normais,- será um individuo desinteligente, ave de arribação, calhau com dois olhos, papa-açorda, bacoco, e que não vem aqui, portanto, pelo prazer de boa leitura e de boas doutrinas, de boa e saudável troca de opiniões, normalíssimas, da vida de todos nós.Pois é assim que aprendemos e apreendemos uns dos outros, lições de vida muito ricas...,que nos ajudam a todos -então Xô pra lá!!, nestas "aves de arribação" sem miolos na tola!!
    NÂO SE DEVEM LEVAR EM CONTA!!

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    1. E eu não levo em conta!! Mas chateia...

      Luísa

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  4. Quando as vozes do povo achincalham, falam mal, cochicham, passam segredos, tentam destruir... de certeza que não são a voz de Deus, mas de gente mesquinha, invejosa, maldizente, estúpida, que não se olha ao espelho... Víboras mal encaradas, sapos peçonhentos, escória social, corja de más línguas.
    A sua pessoa ultrapassa bem todas essas coisas mesquinhas!

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    1. Adorei a ideia das víboras mal encaradas e dos sapos peçonhentos! Obrigada por me fazer sorrir.

      Luísa

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  5. "víboras mal encaradas" -gostei desta. Eu vi logo que eram mal encaradas. É que nunca vi os olhos a nenhuma, fujo logo que me lembro, que pode aparecer alguma...

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