domingo, 1 de setembro de 2013

Novo Ano

Vai começar, já amanhã, mais um ano lectivo. Como sempre, experimento um misto de emoções... a vontade de fazer melhor, a expectativa de conhecer novos alunos, as saudades dos antigos, o medo - quase pânico - , de enfrentar novas regras e leis.
Avizinha-se um ano muito duro e, apesar de uns dias de boas férias, estou exausta. Haverá grandes mudanças na minha escola e eu tenho medo. Defendo, sempre defendi, uma Escola de mais rigor, mais exigência, mais disciplina. Mas defendo, também, uma Escola mais humana, mais feita de afectos e cumplicidades, mais centrada na pessoa que mora em cada aluno e não na burocracia. Temo os currículos alternativos a atestar (in)competências, os cursos profissionais feitos de coisa nenhuma, a Escola que não é para todos apesar de, politicamente, ser apelidada de "inclusiva"... Amanhã, vou acordar para um novo quotidiano. Vou reencontrar colegas amigos, conhecidos e, com certeza, colegas de quem nem gosto. Mas, amanhã, a nossa preocupação (desejo eu) será comum: - Fazer uma Escola melhor, ajudar a construir um mundo diferente. Depois, dia 16,  virão os alunos e, aí, o meu mundo voltará a fazer sentido!

4 comentários:

  1. Luisa, vão lá oito anos e algumas das minhas sensações eram as mesmas. Digo algumas, porque na altura a burocracia não era o que é hoje...
    Ás vezes sinto saudades de entrar numa turma encontrar quem já tinha sido moldado por mim ou então novas caras e a elas associadas a incógnita de uma nova relação!
    Mas esse meu tempo já passou e à Luisa desejo que continue a ter o entusiasmo que lhe conheci com a certeza que os seus alunos serão os principais benificiários.

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    1. Dalma,
      Infelizmente, em oito anos piorou muita coisa... Vivemos numa escola de papéis e mentiras, de desinteresse e preguiça, de facilitismo que não leva a nada!
      Luísa

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  2. Olá! ...
    Anime-se Setôra e faça o melhor que puder. Sei que o "melhor que puder", na Setôra é o máximo!, então, já é o suficiente...
    Grande abraço.

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    1. Juro que continuo tentando... Mas é difícil!
      Luísa

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