segunda-feira, 16 de março de 2009

CONFESSAR???

Não há meio de acertar o passo com a vida. Agora, com um computador novo - OBVIAMENTE NÃO É UM MAGALHÃES!!! - tenho o poder de poder teclar onde me apetece, até metida na cama, ou no meio do jardim gozando a Primavera antecipada e, no entanto, o meu eu-essência-de-ser continua a sentir-se isolado e perdido. Este mundo, este mesmo onde sou Mãe, Mulher e Professora, nada me diz, em nada (ou quase nada) me preenche. Este mundo faz-se de hipocrisias, de receios, de muitos medos, de solidões mascaradas e a minha alma encolhe-se, amedronta-se, procura um lugar onde se refugiar da obrigatoriedade de existir. Só que cada vez é mais difícil encontrar esse lugar! Aqui e agora, no meu canto de paz, na companhia de sempre do João Chaves, desfio o tempo e apavoro-me. Ecoa em mim o Eça, "Falhámos a vida, menino!" e recuso ser o Carlos da Maia ou mesmo o refilão acomodado do Ega. O que eu queria... Não, não é que nem às paredes confesse, é que não sei como confessar. Acho que temo a penitência...

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